Decano do STF, o ministro Gilmar Mendes assumiu a condução da costura de um pacto entre os Poderes para reforma das instituições.
Nesta semana, ele já conversou com o presidente da Câmara, Hugo Motta, que abraçou a ideia. Nos próximos dias, falará com o chefe do Legislativo, Davi Alcolumbre, e com o presidente Lula sobre as propostas.
O movimento pró-reforma da Justiça, iniciado por Flávio Dino e abraçado por Mendes, já produziu efeitos concretos no STF.
Nunca um presidente do Supremo esteve tão isolado quanto está Edson Fachin.
O chefe da Corte elegeu como principal bandeira de sua gestão a aprovação de um código de conduta para os magistrados. A proposta foi refutada pelos colegas, que colocaram no lugar um plano mais amplo, como forma de tirar de cima do Supremo o peso de todo o escândalo do Banco Master.
Na lógica dos ministros, há de fato melhorias a serem implementadas no Judiciário, mas, como os pecados de Daniel Vorcaro — espalhados por toda a República –, os problemas não ficam só num canto da Praça dos Três Poderes. Precisam ser compartilhados.
CARIRI IN FOCO
Com veja








