A aluna Amanda Queiroz natural do sítio Picoito zona rural de de São Domingos do Cariri, PB teve seu texto selecionado e publicado na página 38 da Revista Enforcadense de Literatura
v. 1. n. 8 – Nossa Senhora das Dores, set. 2021 – fev. 2022
ISSN: 2675-3030.
Amanda tem 19 anos concluiu o 3° ano médio em 2021 na Escola Municipal João Martins dos Santos.
em conversa com o portal Cariri In Foco Amanda expressou sua alegria e gratidão a Deus seus professores e sua família, “Estou muito feliz e grata a Deus e sempre aqueles que me deram muita força e acreditaram no meu talento gosto de escrever sonho e ser advogada e vou conseguir se Deus quiser, existe muitas dificuldades mais vou superar todas elas com a força de Deus e daqueles que me dão força, faço aqui meus agradecimentos a todos meus professores de São Domingos e a meu professor e orientador Danilo Lisboa de Sergipe que me indicou a revista”. disse: a jovem AMANDA QUEIROZ.
https://geelrel.wixsite.com/dores/post/oitava-edi%C3%A7%C3%A3o-da-revista-enforcadense-de-literatura


Confira o texto escrito pela aluna de São Domingos do Cariri-PB
Revista Enforcadense de Literatura – ISSN: 2675-3030
O psicólogo e o palhaço
Amanda Queiroz
Um psicólogo que trabalhava a mais de cinco anos em uma cidade do interior de São
Paulo, um dia recebeu em seu consultório um cara que dizia sentir-se solitário, que suas
ações pareciam inúteis, se sentia mal em todos os sentidos. Antes que o médico fizesse
qualquer pergunta, já foi logo falando de forma atropelada e relatou estar numa profunda
exaustão para com a vida e que não aguentava mais.
Pacientemente o psicólogo deixou que terminasse suas confissões. Começou a ficar
ofegante, depois de um certo tempo, respirou fundo e olhando para o médico e percebendo a calma que ficou, questionou-se e impulsivamente insultou-lhe. Após todas aquelas
coisas ditas naquela sala, o doutor afirmou que não havia nada de errado com ele numa
clareza unânime e que a razão para ele estar transtornado daquela forma era pelo simples
fato do medo de ser rejeitado, e por consequência não encontrava outras formas de ser útil;
seja para si ou para sociedade, e que era apenas uma falta de gerenciamento das emoções.
Na verdade, o paciente começou a idealizar os encontros sociais a partir do desejo que tinha de se encontrar. Ele só se preocupava em ser respeitado, em ter dinheiro, e
tinha um dos mais perigosos sentimentos: era muito orgulhoso. Sua identidade era uma
satisfação abusiva, pois cada vez mais era levado à mesma indagação. Achava que suas ações
eram irrelevantes a suas perspectivas. Assim, isso o levava a essa concepção de desamparo
emocional.
O médico chegou junto dele e segurando em seu ombro tentou convencê-lo de que
não havia problema em querer ser aceito, e que a cada 10 por cento de um total de 100 pessoas, vivem na mesma condição. Porém, se continuasse, teria altas chances de desenfrear a
situação. O médico abriu uma gaveta à sua esquerda e pegou um ingresso. O homem sem
entender nada, perguntou se o doutor estava tirando sarro de sua cara. Rindo o médico
respondeu-lhe que não, “vou aqui te dar um ingresso de um circo que se instalou na cidade
tem duas semanas, tem ótimos números, e um dos palhaços, chamado de Picuinha, é uma
figura. Tenta se distrair um pouco, mudar sua rotina vai te fazer bem e outra, pare de se
cobrar dessa maneira. A vida é breve. Aproveite o máximo que puder. Viver nessa mesmice
o tempo todo, no futuro, pode te causar problemas”.
O paciente olhou para ele bem sério e com os olhos cheios de lágrimas respondeu:
“senhor, aquele palhaço sou eu”.
Cariri In Foco






