O professor Antônio Lisboa Leitão de Souza, demitido da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) após denúncias de assédio sexual e moral contra estudantes, também exerce a função de diácono na Diocese de Campina Grande.
A informação consta no site oficial da Diocese. Recentemente, ele foi transferido da Paróquia do Rosário, no bairro da Prata, para a Paróquia de Nossa Senhora das Dores e São Lucas, no distrito de Estreito.
A Diocese de Campina Grande ainda não se posicionou sobre o caso.
A demissão do docente foi publicada no Diário Oficial da União (DOU), por meio de portaria do Ministério da Educação (MEC). De acordo com o documento, o professor utilizou o cargo para praticar condutas de conotação sexual e assédio moral contra estudantes, configurando “valimento do cargo”, quando a função pública é usada para obter vantagem ou cometer irregularidades. A penalidade foi assinada pelo ministro da Educação, Leonardo Osvaldo Barchini Rosa.
Em nota, a Comissão Permanente de Processo Administrativo Disciplinar (CPPAD) da UFCG informou que o processo tramita sob sigilo e ainda não teve conclusão definitiva na esfera administrativa. A portaria publicada pelo MEC não detalha os fatos investigados nem informa se existe investigação criminal relacionada ao caso.
Após a divulgação da demissão, mulheres também relataram, em publicações nas redes sociais, supostos episódios de assédio envolvendo o professor ocorridos há cerca de dez anos. Segundo os relatos, uma das turmas chegou a formalizar denúncia contra o docente junto à UFCG.
CARIRI IN FOCO
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