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Walkyria Santos diz que vai lutar por lei com nome do filho contra o ciberbullying


A cantora paraibana Walkyria Santos conversou com os fãs por meio de uma live em seu Instagram na manhã desta quinta-feira (5). Visivelmente abalada e chorando, a cantora contou que ainda está sentindo muita dor pela perda do filho, Lucas, que tirou a própria vida após sofrer bullying na internet.

A cantora deixou claro que pretende fazer algo sobre o ciberbullying. “Hoje está mais difícil que ontem. A gente não para de chorar, a dor não passa, não. Vou lutar atrás de uma lei. Uma lei que vai ter o nome do meu filho, do meu anjo”, disse ela.

Na sequência, Walkyria pediu apoio para os fãs para denunciar as contas fakes que surgem com nome de seu filho. “Se vocês puderem denunciar esses perfis que estão aparecendo. O povo não tem o que fazer, meu Deus. Aqui está muito difícil, a gente nem pode chorar. Uma hora quer chorar por causa das crianças. Não posso chorar na frente da minha filha, que fica nervosa. Do meu sobrinho… Não queira perder um filho, não. É uma dor muito grande. Só Deus”, concluiu ela.

Entenda o caso

Lucas Santos, de 16 anos de idade, que foi encontrado morto em casa, em Natal (RN) nesta terça-feira (3), tirou a própria vida após receber comentários homofóbicos por um vídeo que publicou no TikTok.

Foi Walkyria Santos que explicou o ocorrido: “Ele postou um vídeo no TikTok, uma brincadeira de adolescente com os amigos, e achou que as pessoas fossem achar engraçado, mas não acharam, como sempre as pessoas destilando ódio na internet. Como sempre as pessoas deixando comentários maldosos. Meu filho acabou tirando a vida… Eu fiz o que pude. Ele já tinha mostrado sinais, eu já tinha levado a psicólogo, mas foi isso, foram só os comentários na internet, nesse TikTok nojento que fez (sic) que ele chegasse a esse ponto”, disse ela em vídeo no Instragram.

O jovem foi sepultado nesta quarta-feira (4) em Natal, no Rio Grande do Norte, onde morava. O noivo de Walkyria, Vittor Melo, e Luiz Felippe Ramos, assessor de imprensa, falaram para a Quem que ela não conseguiu ir ao sepultamento de Lucas. “Ela não teve forças para ir ao enterro. Os irmãos [Bruno, de 20 anos, e Maria Flor, de 10] ainda estão digerindo tudo o que está acontecendo.”

Se você se sente extremamente sobrecarregado, ansioso, depressivo ou está pensando em se machucar, procure seu médico, psicólogo, amigo ou familiar e não esqueça do CVV – Centro de Valorização da Vida (ligue 188).

Revista Quem

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