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Força-tarefa acaba com a maior festa clandestina da pandemia com 1500 pessoas Médica se revolta.

Atualizado: Jul 22


Mais de 1.500 pessoas estavam aglomeradas em um evento clandestino em Santo Amaro, na zona sul de São Paulo (SP). Os convites de camarote para a festa ilegal foram vendidos a R$ 18 mil. O local era um galpão alugado para promover o evento e este foi o maior já flagrado pela fiscalização que atua para impedir festas do tipo durante a pandemia de coronavírus no estado.


Os organizadores realizam festas em galpões alugados próximos ao dia do evento, driblando o monitoramento da polícia e divulgação prévia.


“Eu tô aqui comemorando o aniversário de um grande amigo meu. E você, tá fazendo o quê?” Como você tá trabalhando? Você fica mudo, você não tem fala, porque não sabe o que você faz”, questionou e ironizou uma mulher branca e loira para um cinegrafista, que trabalhava na madrugada.


“Eu salvo vidas, você fica aí filmando os outros”, completou, reforçando o preconceito e elitismo de classe. Além do questionamento, as câmeras flagraram que, além de segurar uma bolsa, a mulher estava com um cartão que indica ser servidora estadual. Ela se apresentou como médica que trabalha em uma unidade do Grajaú, bairro periférico da zona sul.


Outro evento, na Toca do Tatu, localizado na Vila Olímpia, igualmente área nobre da capital paulista, 450 pessoas estavam reunidas. A festa foi encerrada antes do horário antes do horário limite de funcionamento por descumprir medidas sanitárias.


Uma mulher, branca e loira, ficou revoltada e ofendeu o cinegrafista que a filmava, mostrando o dedo do meio. Quando viaturas passavam pelo local, a banda que tocava no evento pedia para que as pessoas sentassem e colocassem a máscara.


Três responsáveis pelo evento em Santo Amaro e um da balada de Vila Olímpia foram direcionados à delegacia e assinaram um termo circunstanciado como infração de medida sanitária preventiva e foram liberados.


Polêmica Paraíba


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