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Ex-governador e parentes são denunciados pelo MP por lavagem de dinheiro e ocultação de bens


Mais outra denúncia, a 21ª de uma série em andamento na Justiça, foi protocolada na quarta-feira (01) e distribuída nesta quinta-feira (02), para a 6ª Vara Criminal de João Pessoa, contra o ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, sob a acusação de prática de crime de lavagem de dinheiro, ocultação de bens, direitos ou valores e falsidade ideológica.

A denúncia ainda é decorrente das investigações iniciadas pela Operação Calvário realizada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado do Ministério Público do Estado da Paraíba e envolve também os irmãos do ex-gestor, Coriolano Coutinho, Raquel, Valéria e Viviane, além de Denise Krummenauer Pahim, cunhada de Raquel, Breno Dornelles Pahim Filho (marido de Raquel) e Breno Dornelles Pahim Neto.

O Ministério Público pede, entre outras coisas, na denúncia a aplicação da perda de cargo, emprego, função pública ou mandato eletivo dos réus como efeito da condenação e fixa o pagamento como reparação o montante de R$ 3,3 milhões referentes ao uso de recursos ilícitos para compra de imóveis em João Pessoa e Bananeiras, um apartamento em Fortaleza, no Ceará, além da apreensão de dinheiro em moedas estrangeiras e ocultação de recursos para aquisição de bens.

O Gaeco alega na denúncia que o desvio de recursos teria como objetivo a garantia da estabilidade financeira e longa permanência dos integrantes do grupo na administração estadual. A união das famílias Coutinho e Pahim, segundo a investigação, resultou na criação de empresas que teriam sido beneficiadas economicamente durante as gestões do ex-governador Ricardo Coutinho na Paraíba. A força-tarefa apura se a criação dessas sociedades e alteração contratuais por parte dos denunciados visavam ocultar valores.

Um dos órgãos usados pelas sociedades, de acordo com os investigadores, é o Departamento Estadual de Trânsito da Paraíba (Detran-PB). Uma das empresas buscava firmar credenciamento e contratos junto ao órgão.

O ingresso, porém, só era possível mediante o pagamento de propina à organização criminosa ou a atores que teriam participação no esquema.

Com PB Online

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