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Alunos da EJMS participam do desafio escolar: Revezamento da tocha olímpica do Grupo Impulsiona


Não é novidade para ninguém que a tocha é um dos principais símbolos Olímpicos. Aproveitando essa magia, o Impulsiona lançou o desafio do Revezamento da Tocha, para trabalhar os valores do esporte de forma divertida e lúdica.

Essa gincana é destinada a escolas do Ensino Básico. Além, naturalmente da Educação Física, vale envolver outras disciplinas, como Artes, para auxiliar na construção das tochas.

Se você dá aula em várias escolas, pode participar em mais de uma delas, mas apenas com um vídeo por escola. Professores de todas as partes do país já estão dentro desse desafio, concorrendo a prêmios como equipamentos esportivos, celulares smartphone e palestras com atletas Olímpicos, e nos contaram como está sendo essa experiência.



O professor Arthur Silva, da Paraíba, nos contou que é enriquecedor fazer com que os alunos vivenciem e tornem o revezamento algo mais concreto para o imaginário deles. Ele está participando com alunos do 6° ano da Escola Municipal João Martins dos Santos e com as turmas de Educação de Jovens e Adultos (EJA) da Escola Estadual Francisco Deodato do Nascimento, localizadas no município de São Domingos do Cariri. “Eu tentei ser bem convincente levando a proposta, mostrando apoio e destacando a importância da dimensão do desafio. A resposta é sempre muito positiva, apesar da resistência inicial que às vezes ocorre”, declarou.

Como suas turmas já tinham o costume de produzir objetos a partir de material reciclável, a participação ficou mais fácil. Assim que o professor apresentou o conteúdo sobre a tocha e sugeriu o desafio, eles deram ideias de como produzir e quais materiais utilizar, o que desenvolve a criatividade, o pensamento sustentável e o trabalho em equipe. É importante que a turma escolha um modelo de tocha para ser seguido nas construções individuais e que o vídeo não ultrapasse o limite de tempo de 1 minuto. Na matéria de dicas para o Desafio da Tocha, destacamos os principais pontos que você não pode esquecer ao participar.

Arthur conta que durante o processo tem recebido diversos vídeos com o retorno dos alunos e indica os retoques que acha necessário ao objeto. Uma ideia legal é trazer elementos da cultura local, garantindo bastante representatividade para a sua tocha, como fizeram as alunas da turma de 6° ano em que Arthur dá aula (imagem abaixo), que usaram referências da região, como a bandeira de São Domingos do Cariri, o cacto; vegetação típica do local e uma máquina de costura, atividade tradicional da cidade.


Arthur apresentou a proposta para seus colegas de profissão de outras áreas como artes, português e inglês, para alinhar como cada um pode se adaptar dentro da própria sequência didática. “A intenção é trabalhar esse conteúdo em comum com outras disciplinas para manter o foco dos alunos, porque reforça o pensamento deles sobre o tema”. Por fim, ele deixa um incentivo para outros professores se inspirarem a levar o espírito olímpico para as aulas e, quem sabe, descobrir novos atletas. “Eu toco na tecla de que a gente consegue levar coisas novas para os nossos alunos que possam mudar a concepção deles sobre o que é a Educação Física e a prática esportiva, que não se reduz a uma ou outra modalidade, mas a gente pode ampliar o leque.”

O desafio também chegou ao sul do país! O professor de Educação Física Luis Gustavo Maias, de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, está participando do desafio com alunos do 1° ao 5° ano do ensino fundamental da Escola Municipal Dom José. Segundo ele, essa proposta surgiu em um momento em que é necessário se reinventar no processo de retomada das atividades presenciais. Apaixonado pelas Olimpíadas, Luis Gustavo utilizou os materiais disponibilizados pelo Impulsiona para complementar seu conteúdo sobre os Jogos e contar a história da tocha Olímpica para os alunos, que ficaram muito curiosos.


Depois de apresentado o tema, a turma confeccionou uma tocha que serviu como modelo para cada criança fazer a sua. Eles usaram alguns materiais recicláveis disponíveis na escola, como folhas de papel e plásticos coloridos, que com bastante capricho e criatividade viraram representações do mais antigo símbolo Olímpico. Luis Gustavo contou que vários pais e professores se emocionaram com o resultado do trabalho dos alunos, que levaram suas tochas para casa muito entusiasmados. “Esse trabalho do resgate da tocha Olímpica de fazer o vídeo e todo o revezamento entusiasmou e mostrou pras crianças, embora simplório, essa questão do espírito Olímpico.”

Nos Jogos Olímpicos do Rio, Luis Gustavo já tinha feito algo parecido com o desafio. Em uma manhã, eles fizeram uma corrida de revezamento da tocha pelo bairro, mobilizando a escola inteira. Mas para os alunos que estão participando este ano, a atividade ainda era uma novidade, o que tornou a experiência mais interessante. O professor relembrou o envolvimento das pessoas com a passagem da tocha Olímpica pela cidade de Passo Fundo em 2016, que, dimensionando para o bairro da escola, causou a mesma movimentação. “Foi muito espirituoso o trabalho”, declarou.

Assim como os Jogos Olímpicos, o desafio do Revezamento da Tocha também deixou seu legado: a importância do esporte na educação.


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