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João Dantas

Nikolas sobre fim da 6×1: quando tiver demissão em massa, será maravilhoso

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) aproveitou sua fala na tribuna da Câmara dos Deputados na quarta-feira (27) para criticar o fim da escala 6×1.

Durante seu discurso, o parlamentar criticou a aprovação do texto sem uma discussão mais profunda e análise dos possíveis impactos para a economia.

O deputado ironizou a possibilidade de demissões em massa por conta do novo regime horário como uma “queda da narrativa” dos políticos e movimentos que apoiaram a pauta. Segundo ele, quando futuras consequências aparecessem, “esse dia vai ser maravilhoso”.”Quer jogar o jogo? Eu sei jogar o jogo também. A narrativa vai cair. Vamos falar o que agora? ‘Que a gente votou ao contrário, que a gente é contra trabalhador?’. Não, mas sabe o que eu vou falar? E vou falar assim exaustivamente sabe o quê? Quando tiver demissão em massa, quando aumentar o preço dos produtos, quando o empreendedor não conseguir mais e vai ter que demitir a pessoa para contratar outra, aí, meus amigos, esse dia vai ser maravilhoso, porque vocês queriam colocar algo e fugir da consequência, mas não. Quando acontecer, eu estarei pronto, de roupa pronta para falar. Quem é o responsável por isso são vocês, que literalmente querem enganar as pessoas”, afirmou.

Ainda em seu discurso, o parlamentar voltou a adotar a postura assumida pelo seu partido em apoiar a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que defendia a implementação da jornada 4×3.No entanto, tal manobra foi vista como uma forma de tentar colocar o governo federal em uma posição de confronto com os eleitores ao não apoiar uma votação da medida.

A PEC do fim da escala 6×1 foi aprovada no plenário da Câmara em dois turnos na quarta-feira, com 472 votos a 22 na primeira etapa e 461 votos a 19 na segunda rodada. O próximo passo é a análise e votação no Senado, com datas definidas pelo presidente da Casa, o senador Davi Alcolumbre (União-AP).

O texto de relatoria do deputado Leo Prates (Republicanos-BA) propõe a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas, com duas fases de transição no período de 14 meses, e sem nenhum tipo de redução salarial aos empregados.

CARIRI IN FOCO

Com CNN Brasil

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