Por

João Dantas

Indícios de clínica clandestina de aborto são encontrados em farmácia de Campina Grande

A Polícia Civil encontrou indícios de uma clínica clandestina de aborto em uma farmácia no Centro de Campina Grande, na manhã desta última quinta-feira (12). Substâncias abortivas e um caderno com nomes de vítimas estavam em um cômodo oculto.

A operação foi pela Polícia Civil, em conjunto com a Gerência de Vigilância Sanitária de Campina Grande (Gevisa) e o Ministério Público do Consumidor.

Os agentes localizaram um compartimento oculto em um sótão da farmácia. Nesse cômodo, foram apreendidas várias substâncias que, em tese, podem estar relacionadas à realização de abortos clandestinos, além de documentos com anotações alusivas a supostas vítimas e referência a tempo gestacional. O delegado Rafael Pedrosa, à TV Paraíba, disse que o cômodo ficava atrás de um fundo falso.

“Nós verificamos um fundo falso que existia na farmácia. Você sobe por uma escada nesse fundo falso e e se depara com um sótão que é totalmente, digamos assim, é, insalubre, visivelmente insalubre, as circunstâncias sanitárias assim deploráveis e visíveis a olho nu”.

Nesse sótão, havia uma cama, substâncias e objetos suspeitos de serem utilizados para a realização de abortos, como bisturis e gases, além de nomes e exames de ultrassonografia de gestantes.

“Uma relação documental com fotos de supostas vítimas, com nomes e exames de ultrassom indicando o tempo gestacional para eventualmente se avaliar se haveria a compatibilidade ou não com a prática”, complementou o delegado Rafael Pedrosa.

Uma arma calibre 38 também foi apreendida, e um homem foi preso e levado para a Cidade de Polícia de Campina Grande, onde deverá passar por audiência de custódia.

Outra farmácia também foi alvo da operação

A mesma operação também realizou uma inspeção em outra farmácia de Campina Grande, no bairro das Malvinas. No estabelecimento, foram encontrados anabolizantes comercializados de forma irregular e medicamentos vencidos, bem como psicotrópicos cuja comercialização não possuía autorização específica e remédios vencidos.

Também foi verificado que o estabelecimento não possuía licença sanitária válida, alvará de funcionamento regular nem farmacêutico responsável técnico.

CARIRI IN FOCO

Com Paraíba mix

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