A Prefeitura de Sumé, por meio da Secretaria Municipal de Educação tem intensificado ações para combater a infrequência escolar na rede municipal de ensino. A iniciativa envolve professores, coordenadores, diretores, equipe pedagógica, psicólogos, Conselho Tutelar e toda a comunidade escolar, com o objetivo de garantir a permanência dos alunos nas salas de aula e assegurar o direito ao aprendizado.
“Aprender é como um quebra-cabeça. Se o aluno falta, vai faltar uma peça no final” e “cada falta é um pouco que ele deixa de aprender, e isso faz muita diferença no final do ano”. As falas da professora Augusta Roberta e do coordenador Josean de Lima, da Escola Gonçala Rodrigues de Freitas, localizada no Conjunto Sebastião Vitorino, foram destaque em um vídeo divulgado nas redes sociais da prefeitura. A mensagem é clara: a frequência diária é essencial para garantir o aprendizado e o desenvolvimento dos estudantes. O vídeo faz parte de uma série de ações da Secretaria de Educação para alertar sobre os prejuízos causados pela infrequência escolar.
Desde o início do ano letivo, a Educação tem mobilizado todas as escolas da rede em encontros com pais, responsáveis e conselhos escolares. Em casos mais delicados, o Conselho Tutelar também tem sido acionado para dialogar e buscar soluções. Um desses momentos aconteceu recentemente na Escola Maria Leite Rafael, no bairro Alto Alegre, onde a direção promoveu uma reunião com a presença de pais de alunos, equipe pedagógica, psicóloga e membros do Conselho Tutelar.
Durante o encontro, a psicóloga Ana Rafaela alertou sobre o papel fundamental dos pais na valorização da escola. Para ela, além da obrigação legal, é essencial que as famílias mostrem aos filhos a importância e os benefícios da educação em suas vidas. Rafaela também chamou atenção para mudanças de comportamento, como birras ou resistência em ir à escola, que podem ser sinais de alerta, reforçando a importância da presença ativa dos pais no acompanhamento da rotina escolar.
Adriana, mãe de aluno da escola, participou da reunião e destacou: “a educação é a única coisa que posso dar ao meu filho. O estudo é tudo na vida de um ser humano”. Ela afirmou que sempre incentiva a frequência do filho, não apenas por obrigação legal, mas sobretudo por entender que isso é essencial para o aprendizado e o futuro dele.
A presidente do Conselho Tutelar, Adriana Vilar, também esteve presente e reforçou que a infrequência escolar é uma violação dos direitos da criança e do adolescente. Segundo ela, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) é claro ao determinar que é dever dos pais ou responsáveis garantir a matrícula e a frequência dos filhos à escola. “Quando há ausência frequente e não justificada, isso pode configurar negligência e gerar responsabilização dos pais perante o Ministério Público”, afirmou. Ela também ressaltou que o adolescente precisa se adaptar às regras da unidade de ensino, e não o contrário.
O diretor da Escola Maria Leite, Messias Alexandre, reforçou que a infrequência se torna um problema sério quando os responsáveis deixam de cumprir o compromisso de enviar os filhos à escola ou não justificam as faltas. “A garantia do aprendizado só é possível se o aluno estiver presente todos os dias”, concluiu.
A secretária de Educação, Denise Souza, destacou que a rede municipal de ensino está preparada, com professores e equipe técnica qualificada, para acolher e oferecer o suporte necessário a todos os alunos.
A Seduc continuará promovendo campanhas, encontros e ações de conscientização para manter os estudantes em sala de aula e construir, junto com toda a comunidade, um futuro com mais oportunidades para as crianças e adolescentes do município.
CARIRI IN FOCO
Com Ascom PMS