Bebês de até 1 ano deverão ter prioridade na vacina contra Covid da Pfizer

Saúde no sentido de esclarecer os pais e alertá-los para os riscos da falta de vacinação também é um outro fator que colabora para a baixa cobertura, segundo a pediatra. “A Covid já ultrapassou o vírus sincicial respiratório, que até então era que mais causava Srag em crianças até cinco anos.”

 

Para Renato Kfouri, além desses fatores, não há vacina disponível para a faixa etária de três a cinco anos. A Coronavac (Butantan) está autorizada desde julho pela Anvisa, mas a imunização dessa faixa etária só foi iniciada pelos municípios que já tinham a vacina em estoque. Assim como nos adultos, são necessárias duas doses com intervalo de 28 dias.

 

Dados do Observa Infância, projeto da Fiocruz, mostram que menos de 2% das crianças de três e quatro anos completaram o esquema de vacinação contra a Covid-19 no Brasil. “Se tivéssemos vacina, é possível que estivéssemos com 50% de cobertura da primeira dose, não mais que isso”, diz Kfouri.

 

A produção da Coronavac recomeçou em agosto no Instituto Butantan, com uso de matéria-prima importada. Segundo o instituto e o Ministério da Saúde, a distribuição deve estar normalizada até 30 de setembro.

 

Kfouri afirma que outro tema a ser discutido na câmara técnica do PNI é a recomendação de uma dose adicional da vacina contra a Covid em gestantes, na intenção de proteger os bebês com menos de seis meses.

 

“Alguns estudos já mostraram que, em bebês cujas mães foram vacinadas no fim da gravidez, o risco de terem uma Covid grave cai 80%. Então, independentemente do estado vacinal das mães, elas tomariam mais uma dose adicional na segunda metade da gravidez para proteger o bebê.”

 

 

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