O governador da Paraíba, João Azevêdo (PSB), respondeu nesta terça-feira (3) às críticas de ex-aliados sobre seu estilo pessoal e atuação política, durante a solenidade de posse de 1.000 novos professores aprovados no Concurso Público do Magistério Estadual. O concurso, promovido pela Secretaria de Estado da Educação, ofereceu 2 mil vagas para diversas disciplinas e teve o evento realizado no Teatro Paulo Pontes, na Fundação Espaço Cultural (Funesc), em João Pessoa.
Questionado pela imprensa sobre comentários de ex-aliados, que classificaram sua gestão como eficiente, mas criticaram sua falta de “traquejo político” e o fato de “não sorrir para fotos”, João Azevêdo adotou tom firme: “Eu ficaria triste se dissessem que fui desonesto, que não governei bem o Estado, que não levei obras, ações e políticas públicas para todos os municípios da Paraíba, que não transformei a vida das pessoas para melhor, que não contribuí para o aumento da renda e do PIB do Estado, que não geramos mais de 1 milhão e 300 mil empregos, que não realizamos concursos públicos ou que não tratamos os servidores com respeito. Aí, sim, eu ficaria preocupado”, rebateu.
O governador destacou que seu foco permanece na execução de políticas públicas e resultados concretos, mais do que em questões de imagem pessoal. Sobre as críticas relativas ao seu estilo, ele foi enfático: “Cada um justifica suas atitudes e apresenta os argumentos que considera necessários. Eu, particularmente, não tenho essa preocupação. Essa é a minha leitura dos fatos. Mas alguém afirmar que vai deixar a base porque eu ‘não sorrio’, aí fica complicado”, questionou.
Avaliações de ex-aliados
Entre os críticos do governador, estão o prefeito de Caldas Brandão, Fábio Rolim(MDB), que reconheceu a qualidade administrativa de João, mas apontou limitações no trato político. O vice-presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), deputado Felipe Leitão (Republicanos), que recentemente deixou a base governista, também criticou a postura do governador, mencionando o pouco contato pessoal e a falta de interação nas relações com parlamentares.
Apesar das críticas, João Azevêdo mantém a estratégia de priorizar resultados concretos, como a criação de empregos, a expansão de concursos públicos e o fortalecimento das políticas públicas em todo o Estado, reafirmando seu legado administrativo diante das especulações políticas sobre sua postura pessoal.
O episódio evidencia que, mesmo com elogios à gestão, o estilo político do governador segue sendo tema de debate interno, refletindo tensões que permeiam a base aliada em meio ao processo de sucessão estadual que se aproxima.
CARIRI IN AÇÃO
Com blogdoalissonnascimento

