Por

João Dantas

Corpo encontrado em Monteiro aguarda resultado de DNA para identificação, explica diretora do IPC

A diretora do Instituto de Polícia Científica (IPC), doutora Juliana Holanda, esclareceu nesta semana os motivos pelos quais o corpo encontrado no último dia 13 de fevereiro, no município de Monteiro, ainda não foi liberado para sepultamento.

Em entrevista à Rádio 95FM, a diretora informou que, até o momento, não foi possível realizar a identificação oficial da vítima por meio de exames papiloscópicos, devido às condições em que o cadáver foi encontrado. Por esse motivo, tornou-se necessária a realização de exame de DNA.

Segundo Juliana Holanda, o prazo legal para a conclusão dos laudos periciais é de 10 dias, conforme estabelece o Código de Processo Penal, podendo ser prorrogado caso o perito responsável considere necessário.

“No caso específico dessa situação em que a gente não conseguiu identificar o cadáver, tecnicamente e cientificamente, encaminhamos o material para o laboratório de DNA. Um familiar também compareceu ao núcleo para coletar material, que foi enviado juntamente com o material do cadáver para João Pessoa, onde fica localizado o laboratório”, explicou.

A diretora destacou que, apesar de a família apresentar fortes indícios sobre a identidade da vítima, o reconhecimento só pode ser confirmado oficialmente após a análise genética. “Por mais que a família tenha indícios, não podemos simplesmente considerar que o corpo pertence àquela pessoa sem a confirmação científica. É necessário o exame de DNA para termos absoluta certeza”, reforçou.

O IPC informou ainda que já solicitou urgência na realização dos exames, a fim de agilizar a conclusão do laudo e possibilitar a liberação do corpo o mais breve possível.

As informações foram repassadas à Rádio 95FM pelo repórter Paulo Viana, direto da área policial de Monteiro.

CARIRI IN FOCO

Com Vitrine do Cariri

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