Por

João Dantas

Polícia civil da Paraíba vive maior crise da história e metade das delegacias podem não funcionar a partir de hoje, 02 de março.

EXTRA ZERO ameaça funcionamento de unidades em todo o estado

A Polícia Civil da Paraíba enfrenta, o que integrantes da própria corporação classificam como a maior crise estrutural de sua história recente. A partir de Março, o chamado “EXTRA ZERO” da Categoria Investigativa deve provocar impacto direto no funcionamento das unidades policiais em todo o Estado da Paraíba, podendo comprometer o atendimento em cerca de metade das delegacias paraibanas.

Segundo fontes internas, Investigadores e Escrivães decidiram interromper a realização de plantões e jornadas extraordinárias além da carga horária regular. A medida é vista como resposta ao que a categoria considera Defasagem Salarial Histórica e Sobrecarga Crônica de Trabalho.
A adesão ao EXTRA ZERO, chega a 90% do quantitativo da Categoria Investigativa.

Portaria polêmica gera reação interna.

Diante do cenário, o Delegado-Geral da corporação, publicou uma Portaria estabelecendo nova escala de serviço, criando polos de plantão e implantando jornadas de 24 por 72 h, para tentar manter o atendimento à população.

A decisão, no entanto, nao faz com que a integralidade das Delegacias funcione na sua plenitude. Representantes da categoria reafirma que os Plantões Extras (venda da folga ao Estado), maquiava a realidade das Unidades, que funcionava graças aos Integrantes da Categoria Investigativa, que abdicavam de momentos em família e lazer, para complementar suas rendas.

“Sem extra, o sistema entra em colapso. O funcionamento das delegacias há anos depende do sacrifício pessoal dos policiais”, afirmou um investigador sob condição de anonimato.

O clima nos bastidores é de tensão.

Impacto direto na população.

Com a manutenção do movimento ante a falta de resolução da questão Salarial da Categria Investigativa, o reflexo será imediato, e sentido efetivamente a partir de hoje, 02 de Março, com:

  • Redução no atendimento ao público;
  • Menor efetivo em cada Delegacia;
  • Diminuição de Equipes de Plantão;
  • Atraso em investigações
  • Centralização de ocorrências em menos unidades;

Delegacias de cidades do interior estão entre as mais afetadas, especialmente onde o efetivo já opera no limite. Tendo parte desse contingente reduzido, com a remoção de servidores para compor as Centrais de Flagrantes.

Crise estrutural e reivindicações

Dados internos apontam que o déficit de servidores vem se acumulando ao longo dos anos, enquanto aposentadorias e exonerações reduziram ainda mais o quadro funcional.

A categoria defende:

  • Abertura urgente de diálogo;
  • Isonomia de tratamento dentro da instituição;
  • Reestruturação salarial para todos os policiais.
  • Ajustes no PCCR para atender demandas da Categoria Investigativa.

Integrantes alegam que Delegados tiveram assegurado o seu Subsídio, reajustado em mais de 40%, elevando a remuneração para valores superiores a R$ 45 mil, considerando adicionais, enquanto outras carreiras permanecem sem recomposição equivalente. E mesmo com os reajustes da data base, amargam o PIOR SALÁRIO DO PAÍS.

A crise também expõe um modelo considerado insustentável: Delegacias funcionando graças à adesão voluntária a Plantões Extras, prática que se tornou rotina para evitar o fechamento de unidades.

O que diz a Administração

Procurada, a gestão da Polícia Civil da Paraíba informou que a Portaria busca garantir a continuidade do serviço público e que todas as medidas adotadas seguem os parâmetros legais. A Administração afirma ainda que mantém diálogo com representantes da categoria.

Com o mês de Março se iniciando, o impasse persiste, coloca em xeque o funcionamento da Segurança Pública no estado. Caso não haja acordo, a Paraíba poderá enfrentar redução significativa na capacidade de investigação e atendimento policial, cenário que preocupa servidores e população.

A crise está posta. A solução, por enquanto, ainda não. Falta bom senso, razoabilidade e atenção dos que fazem a cúpula da Segurança Pública e da Administração, para com aqueles que fazem a Categoria Investigativa da Polícia Civil da Paraíba.

A ASPOL mantém a busca junto a setores do Estado, incluindo a Delegacia Geral, com apresentação de Planilha que corrige o PCCR da Categoria, bem como a Procuradoria Geral do Estado, buscando Acordo na Ação de Subsídio semelhante ao obtido pela categria dos Delegados, visando a garantir a Dignidade Salarial, a Todos.

CARIRI IN FOCO

Com Polícia Civil

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